Seminário de Erradicação do Tráfico de Seres Humanos
Com o tema “Tráfico de Pessoas – Grave Violação dos Direitos Humanos”, A Rede religiosa intercongregacional Um Grito pela Vida, realizará no auditório da 17 Superintendência de Policia Rodoviária Federal, Avenida João XXIII, Nº 1516, Bairro dos Noivos - Teresina, Piauí em Teresina o I seminário sobre erradicação do tráfico de seres humano.
O encontro tem como objetivo Sensibilizar e socializar informações sobre o Tráfico de Seres Humanos; capacitar multiplicadores, multiplicadoras para ações educativas de prevenção e assistência e intensificar a luta por políticas públicas de enfrentamento desta realidade.
O Tráfico de Seres Humanos é uma atividade criminosa e lucrativa. A terceria fonte de lucro do crime organizado mundialmente, perde só para o tráfico de armas e drogas. Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o lucro anual produzido com o tráfico de pessoas chega a 31,6 bilhões de dólares. Levantamento do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crimes
A programação é a seguinte : Dia 19 de setembro as 8 hs, Abertura, apresentação das e dos participantes e mística, as 09:00 às 12:00 hs, Introdução ao tema, as 14:00 às 17:00 hs: Mesa redonda, com a participação de: Ir. Eurides Alves de Oliveira – Membro da Rede Um Grito Pela Vida – Com o Tema: Vida Religiosa frente aos desafios do Tráfico de Seres Humanos; Dr. Paula Mazullo – Superintendente Regional do Trabalho – falando sobre a Realidade do trabalho escravo, exploração sexual no Piauí; Dr. Maria Dulce Silva, Coordenadora dos Direitos Humanos e Juventude – com o tema: Turismo sexual e tráfico de mulheres e Dr. Selma Moura – Chefe do Núcleo de Capacitação (NUCAP), Policia Federal do Piauí -Política de Enfrentamento que a Polícia Federal tem, as rotas e outras informações. Dia 20/09/2008 as 08:00 horas reinicio das atividades, encaminhamento e as 12 hs encerramento do Seminário.
REDE UM GRITO PELA VIDA
A Rede “Um grito pela vida” é um espaço de articulação e ação solidária da Vida Religiosa Consagrada do Brasil na vivência de sua vocação e aberta a quem desejar de uma forma criativa ser resposta de Deus ao clamor das pessoas vítimas do Tráfico de Seres Humanos.
No Piauí, atualmente tem um grupo de 5 Congregações Religiosas ligadas a CRB (Conferencia das Religiosas e Religiosos, Regional Teresina, PI).
Compõe a Rede: Irmãs Dominicanas Nossa senhora do Rosário de Monthes, Irmãs de São José de Concórdia, Irmãs do Imaculado Coração de Maria, Missionárias do Sagrado Coração de Jesus e Irmãs Carlistas Scalabrinianas
Solidarias na defesa e promoção da Vida. Província de Teresina - PI
Somos comunidades inseridas
- Nossa Vida
- A Provícia é composta por 12 comunidades. Está presente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil- em 7 Estados: RN,PB,CE,TO,MA,BA E PI Com sede em Teresina - PI
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Dia do amigo da amiga
Amigas e Amigos!
"Escolho os meus amigos, minhas amigas
não pela pele nem outroarquétipo qualquer,mas pela pupila.Tem que ter brilho questionador e
tonalidade inquietante.A mim não interessam os bons de espírito ou
os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo, santa.Deles não quero resposta, quero o meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.Para isso, só sendo louco. Quero os santos,santaspara que não duvidem das diferenças epeçam perdão pelas injustiças.Escolho meus amigos pela cara lavada
e pela alma exposta.Não quero só o ombro ou colo, quero também sua maior alegria. Amigo, amiga que não
ri junto não sabe sofrer junto.Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis nem choro piedosos.Quero amigos sérios, daqueles que fazem da
Realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e a outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos para que nunca tenham pressa.Tenho amigos e amigas
para saber quem eu sou.Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios,crianças e velhos, nunca me esquecerei
de que "normalidade"
é uma ilusão imbecil e estéril."Oscar Wilde
"Escolho os meus amigos, minhas amigas
não pela pele nem outroarquétipo qualquer,mas pela pupila.Tem que ter brilho questionador e
tonalidade inquietante.A mim não interessam os bons de espírito ou
os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo, santa.Deles não quero resposta, quero o meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.Para isso, só sendo louco. Quero os santos,santaspara que não duvidem das diferenças epeçam perdão pelas injustiças.Escolho meus amigos pela cara lavada
e pela alma exposta.Não quero só o ombro ou colo, quero também sua maior alegria. Amigo, amiga que não
ri junto não sabe sofrer junto.Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis nem choro piedosos.Quero amigos sérios, daqueles que fazem da
Realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e a outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos para que nunca tenham pressa.Tenho amigos e amigas
para saber quem eu sou.Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios,crianças e velhos, nunca me esquecerei
de que "normalidade"
é uma ilusão imbecil e estéril."Oscar Wilde
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Assembéia e Retiro da Província.
Acontecerá nos dias 23 a 26 a Assembléia anual da Provincia, seguindo com o retiro até dia 31 de julho de 2008.
Trabalho Escravo, triste realidade em tempos modernos.
O atraso à frente do progresso
Com expansão das carvoarias, Piauí deixou de ser apenas exportador para se destacar também como um dos principais exploradores do trabalho escravo
Lúcio LambranhoEnviado especial a Corrente (PI) e Avelino Lopes (PI)
O drama ainda vivo dos catadores de feijão piauienses revelado na série de reportagens iniciada anteontem pelo Congresso em Foco (leia mais) está longe de ser um caso isolado de trabalho escravo ou de jornadas em condições degradantes nas áreas rurais no sul do Piauí.
Por ironia do destino, Corrente (PI), nome da cidade onde vive a maioria das vítimas do acidente que matou 14 pessoas, ganha por lá um aumentativo e vira correntão (foto abaixo), peça usada para devastar milhares de hectares de cerrado na região e colocar trabalhadores em situação muito próxima da escravidão nas carvoarias.
Há pelo menos quatro anos, segundo entidades que combatem o trabalho escravo na região, a expansão da fronteira agrícola deu contornos mais trágicos à exploração da mão-de-obra rural no Piauí. Desde então, o estado começou a registrar a ocorrência de trabalho escravo em seu território em vez de ser “apenas” uma das regiões onde mais se alicia pessoas Brasil afora.
Grande parte do problema se dá nas carvoarias, a primeira atividade econômica dessa expansão. Primeiro, os empreendedores, principalmente vindos do sul do país, derrubam a mata em até em 80% das propriedades, como manda a legislação. Depois, o cerrado vira pastagens ou lavouras de soja ou feijão.
Dados do escritório no Brasil da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostram que o Piauí foi, entre 2003 e 2007, o sexto estado brasileiro no ranking de trabalhadores aliciados para o trabalho escravo. Nesse período, foram libertadas 743 pessoas ante as 3.347 liberadas com domicílio no vizinho Maranhão, campeão na preferência dos "gatos", como são apelidados os aliciadores de mão-de-obra escrava.
As informações são apuradas a partir do preenchimento pelos trabalhadores da ficha de seguro-desemprego, direito relativo a três meses de salário que eles recebem ao deixarem as condições análogas à escravidão.
De exportador a explorador
Na outra ponta do problema, o Piauí também ocupa o sexto lugar entre os estados onde mais são encontrados trabalhadores cativos. De 2003 a 2007, foram libertados em território piauiense 195 pessoas, inclusive em carvoarias como a mostrada na foto abaixo, onde o Congresso em Foco esteve em Corrente.
"O setor de carvoaria está em transformação, de cinco anos para cá, com a terceirização da mão de obra, uma estratégia usada para burlar a fiscalização. Isso faz parte da expansão da fronteira agrícola no cerrado do Piauí", explica a coordenadora de combate ao trabalho escravo da OIT, Andrea Bolzon.
Em janeiro deste ano, a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) no Piauí divulgou outro dado alarmante. Entre 2006 e 2007, houve um crescimento de 142% no número de denúncias de trabalho escravo no estado. Segundo a DRT, a falta de conhecimento dos trabalhadores em relação aos seus direitos quando saem para trabalhar é uma das principais causas do problema.
De acordo com dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) no Piauí, os aliciados para trabalhar em condições degradantes fora do estado têm entre 18 e 35 anos. A maioria não concluiu nem mesmo a 4ª série do ensino fundamental. A entidade ligada à Igreja Católica contabiliza, entre 2004 e 2007, 11 casos de ocorrências de trabalho escravo no estado. Essas ações conseguiram libertar 401 trabalhadores nesse período.
"Temos prefeitos no Piauí que pagam até o ônibus para quem quiser trabalhar em péssimas condições fora do estado. É negócio para eles, que se livram do problema e não precisam fazer nada para gerar emprego e renda", denuncia a coordenadora de Combate ao Trabalho Escravo da CPT no Piauí, Joana Lúcia Feitosa Neta.
E mesmo com um programa estadual de erradicação do trabalho escravo e o envolvimento de várias entidades, a solução do problema ainda pode estar longe, segundo a representante da CPT. "O combate ao trabalho escravo ainda é lento e ineficiente, pois o estado não consegue alternativas de renda. O trabalhador continua sem saída no Piauí", ressalta Joana Lúcia.
O drama das carvoarias que agora ganha força no Piauí, sobretudo em cidades como Avelino Lopes, vizinha de Corrente, onde um hectare de terra pode ser comprado por R$ 50, como atestou com várias fontes a reportagem, é cada vez mais forte.
"Os nativos não têm o que fazer com as terras e vendem a preço de banana. Aí vêm os sulistas com dinheiro e só aumentam os projetos de carvão", disse um comerciante da cidade que preferiu não se identificar. É que ele tem, entre seus clientes mais fiéis, gente do sul, principalmente gaúchos. "Em breve, ninguém vai conseguir nenhum canto para criar seu gado e para pequena produção", completa o comerciante.
Pelos dados da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Piauí (Fetag), o trabalho nas carvoarias motivou 90% das ações fiscais e apreensões durante todo o ano passado. Foram 156 trabalhadores, segundo a Fetag, resgatados dessas carvoarias contra 46 pessoas libertadas do setor de grãos.
"O Piauí vai virar fumaça"
A venda de terras por preços baixos na região para a criação de carvoarias é incentivada pela legislação. É no que acredita o procurador-geral do Ministério Público do Trabalho (MPT) no Piauí, Luzardo Soares.
Segundo o procurador do MPT, a lei ambiental quase que obriga o proprietário rural a desmatar 80% das fazendas e se livrar da mata. E como os índices de produtividade estão, segundo ele, cada vez mais difíceis de serem cumpridos em várias regiões do país, ter uma propriedade rural ficou muito caro para os pequenos e médios produtores. É que, quanto menor a produtividade, explica Soares, maior é o valor do Imposto Territorial Rural.
"Por isso, os produtores são obrigados a vender barato suas terras e os novos donos são estimulados a desmatar sem pensar nas alternativas do manejo sustentável. Em pouco tempo, o Piauí vai virar fumaça", avisa o procurador.
Segundo Soares, o uso dos correntões para o desmate não respeita a biodiversidade, principalmente no Piauí, estado com o maior número de parques nacionais. "Parques como o da Serra da Capivara estão ameaçados, pois estão dentro dessa área de expansão agrícola", diz.
O procurador também confirma a informação de que os trabalhadores das carvoarias são submetidos a péssimas condições de trabalho. "Trabalho escravo pode até ocorrer em alguns casos, mas as condições degradantes estão sempre presentes", afirma.
O carvão vegetal, como o transportado nesse caminhão (foto acima) quase sempre acima do peso permitido, flagrado pelo site, é a base das siderúrgicas. Como mostrou o Congresso em Foco, entre as oito empresas e cinco pessoas físicas acusadas de manter trabalhadores em situação análoga à de escravo incluídas na última edição da chamada "lista suja" (leia mais), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), duas doaram para campanhas de políticos eleitos em 2006.
O principal beneficiário da contribuição dessas empresas foi o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), um dos principais nomes lembrados pelos tucanos para concorrer à sucessão de Lula em 2010.
De acordo com a prestação de contas registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o governador mineiro recebeu em sua vitoriosa campanha à reeleição R$ 33,4 mil da Calsete Siderurgia, incluída na última “lista suja”, divulgada no final do ano passado.
Entre os dias 18 e 25 de maio de 2006 – antes, portanto, da doação ao comitê eleitoral de Aécio Neves –, 45 trabalhadores foram libertados pelos fiscais em uma fazenda administrada pela siderúrgica mineira no município de Formosa do Rio Preto, oeste da Bahia.
O Congresso em Foco revelou o drama dos catadores de feijão do Piauí numa série de reportagens especiais (leia a lista abaixo) que chega hoje ao fim. Mas não abandonará o seu compromisso de continuar acompanhando, no Congresso, a tramitação de propostas que tratam do trabalho escravo. Esforço que começou em janeiro de 2007, quando publicamos a primeira lista de políticos beneficiados por doações de campanha de empresas incluídas na chamada "lista suja" do MTE.
Leia também:
Sinal verde para o trabalho escravoSenadores ignoram MP que libera as contratações temporárias no meio rural e dispensa o registro em carteira
Pressão pela PEC do Trabalho EscravoEntidades prometem mobilizar mais de mil pessoas para que Câmara retome votação de texto parado desde 2004
Caminho aberto para o trabalho escravoEntidades trabalhistas lançam ofensiva contra medida provisória que dispensa o registro em carteira dos trabalhadores rurais temporários
Com expansão das carvoarias, Piauí deixou de ser apenas exportador para se destacar também como um dos principais exploradores do trabalho escravo
Lúcio LambranhoEnviado especial a Corrente (PI) e Avelino Lopes (PI)
O drama ainda vivo dos catadores de feijão piauienses revelado na série de reportagens iniciada anteontem pelo Congresso em Foco (leia mais) está longe de ser um caso isolado de trabalho escravo ou de jornadas em condições degradantes nas áreas rurais no sul do Piauí.
Por ironia do destino, Corrente (PI), nome da cidade onde vive a maioria das vítimas do acidente que matou 14 pessoas, ganha por lá um aumentativo e vira correntão (foto abaixo), peça usada para devastar milhares de hectares de cerrado na região e colocar trabalhadores em situação muito próxima da escravidão nas carvoarias.
Há pelo menos quatro anos, segundo entidades que combatem o trabalho escravo na região, a expansão da fronteira agrícola deu contornos mais trágicos à exploração da mão-de-obra rural no Piauí. Desde então, o estado começou a registrar a ocorrência de trabalho escravo em seu território em vez de ser “apenas” uma das regiões onde mais se alicia pessoas Brasil afora.
Grande parte do problema se dá nas carvoarias, a primeira atividade econômica dessa expansão. Primeiro, os empreendedores, principalmente vindos do sul do país, derrubam a mata em até em 80% das propriedades, como manda a legislação. Depois, o cerrado vira pastagens ou lavouras de soja ou feijão.
Dados do escritório no Brasil da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostram que o Piauí foi, entre 2003 e 2007, o sexto estado brasileiro no ranking de trabalhadores aliciados para o trabalho escravo. Nesse período, foram libertadas 743 pessoas ante as 3.347 liberadas com domicílio no vizinho Maranhão, campeão na preferência dos "gatos", como são apelidados os aliciadores de mão-de-obra escrava.
As informações são apuradas a partir do preenchimento pelos trabalhadores da ficha de seguro-desemprego, direito relativo a três meses de salário que eles recebem ao deixarem as condições análogas à escravidão.
De exportador a explorador
Na outra ponta do problema, o Piauí também ocupa o sexto lugar entre os estados onde mais são encontrados trabalhadores cativos. De 2003 a 2007, foram libertados em território piauiense 195 pessoas, inclusive em carvoarias como a mostrada na foto abaixo, onde o Congresso em Foco esteve em Corrente.
"O setor de carvoaria está em transformação, de cinco anos para cá, com a terceirização da mão de obra, uma estratégia usada para burlar a fiscalização. Isso faz parte da expansão da fronteira agrícola no cerrado do Piauí", explica a coordenadora de combate ao trabalho escravo da OIT, Andrea Bolzon.
Em janeiro deste ano, a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) no Piauí divulgou outro dado alarmante. Entre 2006 e 2007, houve um crescimento de 142% no número de denúncias de trabalho escravo no estado. Segundo a DRT, a falta de conhecimento dos trabalhadores em relação aos seus direitos quando saem para trabalhar é uma das principais causas do problema.
De acordo com dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) no Piauí, os aliciados para trabalhar em condições degradantes fora do estado têm entre 18 e 35 anos. A maioria não concluiu nem mesmo a 4ª série do ensino fundamental. A entidade ligada à Igreja Católica contabiliza, entre 2004 e 2007, 11 casos de ocorrências de trabalho escravo no estado. Essas ações conseguiram libertar 401 trabalhadores nesse período.
"Temos prefeitos no Piauí que pagam até o ônibus para quem quiser trabalhar em péssimas condições fora do estado. É negócio para eles, que se livram do problema e não precisam fazer nada para gerar emprego e renda", denuncia a coordenadora de Combate ao Trabalho Escravo da CPT no Piauí, Joana Lúcia Feitosa Neta.
E mesmo com um programa estadual de erradicação do trabalho escravo e o envolvimento de várias entidades, a solução do problema ainda pode estar longe, segundo a representante da CPT. "O combate ao trabalho escravo ainda é lento e ineficiente, pois o estado não consegue alternativas de renda. O trabalhador continua sem saída no Piauí", ressalta Joana Lúcia.
O drama das carvoarias que agora ganha força no Piauí, sobretudo em cidades como Avelino Lopes, vizinha de Corrente, onde um hectare de terra pode ser comprado por R$ 50, como atestou com várias fontes a reportagem, é cada vez mais forte.
"Os nativos não têm o que fazer com as terras e vendem a preço de banana. Aí vêm os sulistas com dinheiro e só aumentam os projetos de carvão", disse um comerciante da cidade que preferiu não se identificar. É que ele tem, entre seus clientes mais fiéis, gente do sul, principalmente gaúchos. "Em breve, ninguém vai conseguir nenhum canto para criar seu gado e para pequena produção", completa o comerciante.
Pelos dados da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Piauí (Fetag), o trabalho nas carvoarias motivou 90% das ações fiscais e apreensões durante todo o ano passado. Foram 156 trabalhadores, segundo a Fetag, resgatados dessas carvoarias contra 46 pessoas libertadas do setor de grãos.
"O Piauí vai virar fumaça"
A venda de terras por preços baixos na região para a criação de carvoarias é incentivada pela legislação. É no que acredita o procurador-geral do Ministério Público do Trabalho (MPT) no Piauí, Luzardo Soares.
Segundo o procurador do MPT, a lei ambiental quase que obriga o proprietário rural a desmatar 80% das fazendas e se livrar da mata. E como os índices de produtividade estão, segundo ele, cada vez mais difíceis de serem cumpridos em várias regiões do país, ter uma propriedade rural ficou muito caro para os pequenos e médios produtores. É que, quanto menor a produtividade, explica Soares, maior é o valor do Imposto Territorial Rural.
"Por isso, os produtores são obrigados a vender barato suas terras e os novos donos são estimulados a desmatar sem pensar nas alternativas do manejo sustentável. Em pouco tempo, o Piauí vai virar fumaça", avisa o procurador.
Segundo Soares, o uso dos correntões para o desmate não respeita a biodiversidade, principalmente no Piauí, estado com o maior número de parques nacionais. "Parques como o da Serra da Capivara estão ameaçados, pois estão dentro dessa área de expansão agrícola", diz.
O procurador também confirma a informação de que os trabalhadores das carvoarias são submetidos a péssimas condições de trabalho. "Trabalho escravo pode até ocorrer em alguns casos, mas as condições degradantes estão sempre presentes", afirma.
O carvão vegetal, como o transportado nesse caminhão (foto acima) quase sempre acima do peso permitido, flagrado pelo site, é a base das siderúrgicas. Como mostrou o Congresso em Foco, entre as oito empresas e cinco pessoas físicas acusadas de manter trabalhadores em situação análoga à de escravo incluídas na última edição da chamada "lista suja" (leia mais), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), duas doaram para campanhas de políticos eleitos em 2006.
O principal beneficiário da contribuição dessas empresas foi o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), um dos principais nomes lembrados pelos tucanos para concorrer à sucessão de Lula em 2010.
De acordo com a prestação de contas registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o governador mineiro recebeu em sua vitoriosa campanha à reeleição R$ 33,4 mil da Calsete Siderurgia, incluída na última “lista suja”, divulgada no final do ano passado.
Entre os dias 18 e 25 de maio de 2006 – antes, portanto, da doação ao comitê eleitoral de Aécio Neves –, 45 trabalhadores foram libertados pelos fiscais em uma fazenda administrada pela siderúrgica mineira no município de Formosa do Rio Preto, oeste da Bahia.
O Congresso em Foco revelou o drama dos catadores de feijão do Piauí numa série de reportagens especiais (leia a lista abaixo) que chega hoje ao fim. Mas não abandonará o seu compromisso de continuar acompanhando, no Congresso, a tramitação de propostas que tratam do trabalho escravo. Esforço que começou em janeiro de 2007, quando publicamos a primeira lista de políticos beneficiados por doações de campanha de empresas incluídas na chamada "lista suja" do MTE.
Leia também:
Sinal verde para o trabalho escravoSenadores ignoram MP que libera as contratações temporárias no meio rural e dispensa o registro em carteira
Pressão pela PEC do Trabalho EscravoEntidades prometem mobilizar mais de mil pessoas para que Câmara retome votação de texto parado desde 2004
Caminho aberto para o trabalho escravoEntidades trabalhistas lançam ofensiva contra medida provisória que dispensa o registro em carteira dos trabalhadores rurais temporários
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Maioridade Penal.
Ontem (12), foi adiada a votação para alterar o artigo 228 da Constituição Federal, que reduz de 18 para 16 anos a idade para imputabilidade penal no Brasil. O tema, bastante questionado pelas entidades de defesa dos direitos humanos, voltou à pauta no país, com a morte do garoto João Hélio, durante um assalto no Rio de Janeiro, há um ano.
Para Cezar Britto, presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA), "mudanças quanto à maioridade penal não trazem nenhum avanço na questão da segurança pública. É um desvio de foco. A violência está associada ao descaso do estado brasileiro com políticas sociais, bem como à impunidade, que estimula o crime".
A OAB, junto a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Ministério Público e associações de magistrados, estão na luta para barrar a aprovação dessa proposta no Congresso. "Todos que interagem com esta matéria sabem que ela não é a solução. É a solução mais cômoda para o governo", acrescentou Britto.
O assunto era o terceiro a ser discutido ontem no Senado, mas a Casa irá focar agora seus votos nos vetos presidenciais que estão parados, e estão acumulando a pauta do Congresso. Há seis propostas diferentes relativas ao tema da maioridade penal, e embora sejam distintas nos detalhes, elas têm em comum o objetivo de levar para a cadeia de adultos os adolescentes entre 16 e 18 anos.
A legislação brasileira já prevê punição para quem tem menos de 18 anos e comete crime. Mas há um espaço próprio para essas crianças e adolescentes que trabalha na busca de reintegrá-los à sociedade.
Ainda nesse sentido, no sítio da entidade, o presidente da OAB alertou: "Quando alguém fala em redução da maioridade penal, esquece que isso abre um pressuposto para reduzir a idade com relação à disponibilização do corpo. Assim, um maior número de garotas com 16 e 17 anos entrará para o mundo da prostituição e o turismo sexual, que é um dos piores problemas do País". (Fonte Adital)
Para Cezar Britto, presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA), "mudanças quanto à maioridade penal não trazem nenhum avanço na questão da segurança pública. É um desvio de foco. A violência está associada ao descaso do estado brasileiro com políticas sociais, bem como à impunidade, que estimula o crime".
A OAB, junto a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Ministério Público e associações de magistrados, estão na luta para barrar a aprovação dessa proposta no Congresso. "Todos que interagem com esta matéria sabem que ela não é a solução. É a solução mais cômoda para o governo", acrescentou Britto.
O assunto era o terceiro a ser discutido ontem no Senado, mas a Casa irá focar agora seus votos nos vetos presidenciais que estão parados, e estão acumulando a pauta do Congresso. Há seis propostas diferentes relativas ao tema da maioridade penal, e embora sejam distintas nos detalhes, elas têm em comum o objetivo de levar para a cadeia de adultos os adolescentes entre 16 e 18 anos.
A legislação brasileira já prevê punição para quem tem menos de 18 anos e comete crime. Mas há um espaço próprio para essas crianças e adolescentes que trabalha na busca de reintegrá-los à sociedade.
Ainda nesse sentido, no sítio da entidade, o presidente da OAB alertou: "Quando alguém fala em redução da maioridade penal, esquece que isso abre um pressuposto para reduzir a idade com relação à disponibilização do corpo. Assim, um maior número de garotas com 16 e 17 anos entrará para o mundo da prostituição e o turismo sexual, que é um dos piores problemas do País". (Fonte Adital)
sábado, 9 de fevereiro de 2008
João Câmara - RN. ECO da Terra.
O projeto musical conta com várias parcerias no sentido de manter o seu desenvolvimento e a possibilidade de contar com um profissional competente na área musical. A proponente do Projeto Musical é a Associação de Mulheres Girassol do Assentamento que contou com o Programa de Desenvolvimento Solidário, até setembro de 2007 e conta atualmente com um Projeto do Banco do Nordeste Brasileiro, previsto até final de junho de 2008, para o funcionamento da Banda Filarmônica e o grupo de flauta doce. A Universidade Federal do RN é grande parceira na dimensão cultural, assessoria, presença de voluntários em oficinas musicais, cedência de bolsas de estudo para jovens da Banda. O projeto conta também com a presença diária das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, na equipe de coordenação, na formação, cultivo de relações, acompanhamento pessoal, cuidado com a vida e, através da SEC, projetos sociais. A Filarmônica recebe ainda muito apoio de outras entidades, sobretudo educacionais e quando possível é favorecida também com transporte da prefeitura.
“A música para mim é uma opção de vida em meio a esse sofrimento que é o trabalho da Castanha existente na comunidade. Por isso espero na música uma saída desse sufoco. Obrigado pela ajuda para esse projeto das Irmãs do Imaculado Coração de Maria em nos proporcionar esse projeto tão importante.” Fernando F. Batista sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Comunidade do Parque Alvorada -Teresina, PI
Projeto Promoção Social de Famílias Empobrecidas e Formação Humana
Programas:
Programas:
. Arte – Vida Jovem
. Saúde e Cidadania Ativa
As sementes de oportunidade e de incentivo semeadas no meio das crianças, adolescentes, jovens e mulheres, poderão germinar, crescer e transformarem-se em belas árvores. O acompanhamento a esses grupos demonstra que os/as empobrecidos/as exigem muito pouco para serem felizes. Eles se alegram com as pequenas oportunidades e são capazes de agarrá-las como se fossem únicas.
. Saúde e Cidadania Ativa
As sementes de oportunidade e de incentivo semeadas no meio das crianças, adolescentes, jovens e mulheres, poderão germinar, crescer e transformarem-se em belas árvores. O acompanhamento a esses grupos demonstra que os/as empobrecidos/as exigem muito pouco para serem felizes. Eles se alegram com as pequenas oportunidades e são capazes de agarrá-las como se fossem únicas.
Pinheiro - MA Projeto: FORMAÇÃO, PROMOÇÃO E ASSISTENCIA SOCIAL.
Programas:
Promoção Humana - A dignidade humana – Direito Fundamental;
Promoção de famílias carentes - Projeto Hortigranjeiro e Produção em Artesania
Promoção de famílias carentes - Projeto Hortigranjeiro e Produção em Artesania
Proteção à Crianças e Adolescentes em Risco de Exclusão Social:
Resgate da Cidadania - Projeto Jovens em Formação
Proteção ao doente e idoso - Projeto Oásis da Vida, grupo de 3ª idade e vistas a domicilio.
Assistência - Projeto Ação Solidária – Partilha em defesa da vida.
Resgate da Cidadania - Projeto Jovens em Formação
Proteção ao doente e idoso - Projeto Oásis da Vida, grupo de 3ª idade e vistas a domicilio.
Assistência - Projeto Ação Solidária – Partilha em defesa da vida.
O ano de 2007 passou... Entre as muitas interpelações e desafios que a realidade nos apontou, procuramos preencher as páginas deste calendário, gastando gratuitamente as nossas vidas, lançando pequenas sementes e percebendo-nos participantes e colaboradoras no Projeto Congregacional, persseguindo o lema inspirador de nossas buscas: “Solidárias na defesa da vida”. Cremos que estas nossas ações que vão tecendo novos horizontes, são ensaios que se somam aos imensos processos de mudanças para construir uma nova história, gestando a tão sonhada sociedade onde “todos tenham vida”. Foram os pequenos gestos e ações solidárias do cotidiano de cada Irmã e voluntárias(os) que, somadas, fizeram crescer em nós a certeza e a esperança de que um outro mundo é possível. Por isso colocamos toda a nossa dedicação e empenho na operacionalização dos Projetos previstos para o ano/07, um processo vivo onde compartilhamos, entre nós Irmãs-companheiras e com o povo, as dores, alegrias e esperanças do nosso tempo, defendendo e gerando vidas onde esta estava sendo ameaçada.Aqui manifestamos a nossa alegria e satisfação por termos tido a possibilidade de fazer acontecer este bonito trabalho, em favor da vida.
Comunidade da Bahia.
As irmãs atuam nas comunidades do interior e na cidade, dando um acompanhamento aos grupos e pastorais sociais, sendo presença junto as mulheres, crianças, adolescentes, jovens.
Dedicam boa parte do tempo as comunidades do semi-árido, investindo na formação de lideranças, construção de cisternas, organização de comunidades de base.
Construção de cisternas nas comunidades do semi-arido
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Comunidade de Araguina - TO.
Projeto: RESGATE DA CIDADANIA.
2.1 - Proteção à Criança e adolescente em situação de risco e exclusão social.
2.2 – Formação de Lideranças.
2.3 - Geração de Renda.
“Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos,
Fazendo coisas pequenas, mudarão a face da Terra”.
2.1 - Proteção à Criança e adolescente em situação de risco e exclusão social.
2.2 – Formação de Lideranças.
2.3 - Geração de Renda.
“Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos,
Fazendo coisas pequenas, mudarão a face da Terra”.
As pessoas que participaram desses projetos expressam o que trouxe para sua vida pessoal familiar e da comunidade.
· Houve uma transformação familiar e libertação do ser pessoa – aproximação familiar, pai, mãe e filhos.
· Geração de renda através da partilha ajuda mútua, rede de solidariedade.
· Aprendizagem e aperfeiçoamento.
· Uma forma de se ganhar dinheiro dignamente – traz auto libertação e afirmação.
· Valorização do trabalho envolvendo toda a família.
· Estamos felizes com nossos pequenos projetos – crescer buscando cada vez mais na aprendizagem de outros cursos.
· Uma das melhores coisas que aconteceu foi conhecer e trabalhar com outras pessoas, acontece socialização e integração que atingiu a minha vida.
· Para mim é uma grande conquista e realização na minha vida e dos meus colegas.
· Estas oficinas estão trazendo para nós mulheres, uma forma de aprendizagem; e com isto ganhamos um dinheiro para o sustento de nossas famílias.
· Um princípio da Economia Solidária é a criatividade.
· Houve uma transformação familiar e libertação do ser pessoa – aproximação familiar, pai, mãe e filhos.
· Geração de renda através da partilha ajuda mútua, rede de solidariedade.
· Aprendizagem e aperfeiçoamento.
· Uma forma de se ganhar dinheiro dignamente – traz auto libertação e afirmação.
· Valorização do trabalho envolvendo toda a família.
· Estamos felizes com nossos pequenos projetos – crescer buscando cada vez mais na aprendizagem de outros cursos.
· Uma das melhores coisas que aconteceu foi conhecer e trabalhar com outras pessoas, acontece socialização e integração que atingiu a minha vida.
· Para mim é uma grande conquista e realização na minha vida e dos meus colegas.
· Estas oficinas estão trazendo para nós mulheres, uma forma de aprendizagem; e com isto ganhamos um dinheiro para o sustento de nossas famílias.
· Um princípio da Economia Solidária é a criatividade.
Comunidade de Colinas - TO
PROJETO - FORMAÇÃO PARA A CIDADANIA
PROGRAMA – 1 : Projeto Cidadania no Campo – Protagonismo Juvenil na Roça
PROGRAMA – 1 : Projeto Cidadania no Campo – Protagonismo Juvenil na Roça
PROGRAMA – 2 : Mulheres Produzindo e Gerando Renda
Diante de todo o trabalho realizado pela Juventude Rural percebe se que atualmente uma boa parcela da juventude roceira organizada tem avançado em relação ao resgate da identidade camponesa, a auto estima, o desenvolvimento dos jovens que através do processo de formação estimula a organização através da mobilização e articulação de outros jovens principalmente no trabalho de base, a participação de outros eventos dos movimentos sociais.
Durante a avaliação apontaram avanços: interação com a JR ; formação política ; inserção em espaços importantes na comunidade; horta orgânica; principal destaque a consciência de reflorestar (criação de viveiros); articulação de novos grupos; credibilidade perante as famílias; resgate da cultura através da folia de Reis; jovens inseridos em projetos de apicultura. Dificuldades: o envolvimento com outras atividades não tem permitido um trabalho com mais consistência nos grupos; os coordenadores sentem que se não estão à frente o grupo não tem iniciativa para se reunir, sentem-se inseguros para conduzir os trabalhos. Desafio: atrair a juventude. Perspectivas para 2008: consolidar o grupo de Juarina e Progresso II; Inserir a JR no colégio através do grêmio estudantil ; fazer os viveiros; integrar novos jovens nos grupos e fortalecê-los; buscar parcerias que possam contribuir com os trabalhos da JR; realizar reunião ampliada; priorizar acompanhamento dos grupos; articular um grupo na Escola Família Agrícola; curso de formação para novas lideranças da JR; participar da Romaria Pe Josimo.
Comunidade Santa Teresinha - Miranorte - TO
A comunidade acompanha o desenvolvimento das atividades pastorais, dando apoio aos estudos de grupo, encontros bíblicos, novenas, celebrações na sede paroquial e/ ou nos setores. É realizada visitas aos doentes, idosos e a outros casos especiais. Atenção especial está sendo dada ao grupo das Discípulas de Maria a Formação de novos agentes de pastoral dos Líderes da Pastoral da Criança catequistas e a Infância Missionária. Ainda, incentivo e acompanhamento do processo na Economia Solidária, que está
sendo implantada no Município.
Como desafios enfatizamos a falta de oportunidade de trabalho, a rotatividade da mão de obra, a pouca escolaridade dos mais pobres, não tendo condições para competir com os que estão em situações privilegiadas, o que ocasiona uma permanente evasão das pessoas que estão sendo trabalhadas, exigindo um contínuo recomeçar .
Como prospectiva, pensamos que é importante dar continuidade ao trabalho iniciado. Sentimo-nos comprometidas com o processo em andamento, e na busca de uma sociedade justa e solidária. Muito nos anima também o grupo das Discípulas de Maria.
sendo implantada no Município.
Como desafios enfatizamos a falta de oportunidade de trabalho, a rotatividade da mão de obra, a pouca escolaridade dos mais pobres, não tendo condições para competir com os que estão em situações privilegiadas, o que ocasiona uma permanente evasão das pessoas que estão sendo trabalhadas, exigindo um contínuo recomeçar .
Como prospectiva, pensamos que é importante dar continuidade ao trabalho iniciado. Sentimo-nos comprometidas com o processo em andamento, e na busca de uma sociedade justa e solidária. Muito nos anima também o grupo das Discípulas de Maria.
Comunidade Ir. Carmelinda - Picos - PI
Comunidades atendidas: Morada do Sol, Chapada do Mucambo e Angico Torto com a prioridade: formação de lideranças com encontros mensais onde foram estudados diversos temas, também, visitas as famílias para escutar suas dificuldades e esperanças, dar apoio, levar uma palavra de ânimo e orientação.
iante desta realidade desafiadora sentimos a necessidade de ser presença solidária em defesa da vida.
No Projeto de Prevenção da Gravidez na Adolescência a Irmã Tatiana Soares de Oliveira como articuladora e Ir. Terezinha Maria Rauber como voluntária, acompanhamos as palestras nas Escolas, plantões para atendimento personalizado e grupal, visitas as suas famílias.
Na terceira Idade Irmã Deolide Assunta Marchesini fez acompanhamento semanal com orientações, atendimento personalizado, verificação da Pressão Arterial e massagens, acompanhou as reivindicações de seus direitos com sua presença nas passeatas e audiência Pública.
Pastoral Vocacional – Irmã Terezinha Maria Rauber ajudou na preparação e realização dos dois encontros Diocesanos: Despertar Vocacional e Congresso Vocacional visitas as famílias dos jovens vocacionados e plantões semanais com atendimento personalizado.
Outras Ações:
Participação na III Caminhada da Solidariedade e da Paz; Grito dos Excluídos, plesbiscito contar a privatização do Vale do Rio Doce.
Foram muitos os desafios e dificuldades na missão em 2007, mas também houve avanços, alegrias e esperanças e acreditamos que vale a pena investir, continuar por mais um ano nas mesmas Comunidades, para fortalecer as mesmas à Luz da Palavra de Deus através de nossa presença Solidária.
iante desta realidade desafiadora sentimos a necessidade de ser presença solidária em defesa da vida.
No Projeto de Prevenção da Gravidez na Adolescência a Irmã Tatiana Soares de Oliveira como articuladora e Ir. Terezinha Maria Rauber como voluntária, acompanhamos as palestras nas Escolas, plantões para atendimento personalizado e grupal, visitas as suas famílias.
Na terceira Idade Irmã Deolide Assunta Marchesini fez acompanhamento semanal com orientações, atendimento personalizado, verificação da Pressão Arterial e massagens, acompanhou as reivindicações de seus direitos com sua presença nas passeatas e audiência Pública.
Pastoral Vocacional – Irmã Terezinha Maria Rauber ajudou na preparação e realização dos dois encontros Diocesanos: Despertar Vocacional e Congresso Vocacional visitas as famílias dos jovens vocacionados e plantões semanais com atendimento personalizado.
Outras Ações:
Participação na III Caminhada da Solidariedade e da Paz; Grito dos Excluídos, plesbiscito contar a privatização do Vale do Rio Doce.
Foram muitos os desafios e dificuldades na missão em 2007, mas também houve avanços, alegrias e esperanças e acreditamos que vale a pena investir, continuar por mais um ano nas mesmas Comunidades, para fortalecer as mesmas à Luz da Palavra de Deus através de nossa presença Solidária.
Comunidade Santa Clara - Quixêlo - CE.
A comunidade assumiu o Projeto Cultivo de quintais: (Construção de cisternas de placas), com Capacidade de armazenar 60 mil litros de água da chuva para beneficiamento de quintais. (hortas).
Duas cisternas com capacidade de armazenar 16 mil litros de água captada da chuva para beber.
Durante a implementação do projeto foi ralizado um processo de formação e Capacitação de agricultores (as).
Comunidades atingidas com as ações estão situada na Região Centro Sul no Estado do Ceará no Município de Quixelô que compreende 83 comunidades sendo 23 no Município de Acopiara - CE. na sua maioria na zona rural. O Município de Quixelô tem aproximadamente ha 15.600 habitantes.. Nesta área como as demais, são privados de água de qualidade para beber. Nesta época de estiagem muitos partem para São Paulo em busca de trabalho porque a agricultura é só para quando chove, que o tempo de duração é de mais ou menos 5 (cinco) meses por ano. Mesmo em meio as dificuldades, existem sinais de vida Comunidades que conseguem trabalharem mutirões,Ex: construções de casas, colheita dos produtos, são sinais animadores e louváveis que ainda temos gestos de solidariedade, partilha e outros..
Área de atuação: Comunidade de: Várzea do Boi, Município de Acopiara-CE, Riacho do Meio, Gaspar e Santa Maria. Ambas no Município de Quixelô, Ce. Todas na zona rural no Semi-Árido com muita dificuldade de abastecimento de água. De julho à janeiro a vegetação parece estar sem vida, mas logo com a primeiras chuvas se revestem de suas roupagens verdes renovando assim, a esperança do povo. Água é Vida!
Público beneficiado: Crianças, Adolescentes, jovens, adultos e idosos, agricultores(as) no Semi
Árido.
Atividades e ações realizadas:
Visitas ao Município de Quixeramubim para obter informações sobre a quantidade e qualidade do material usado como também as medidas e confecções das grades para fazer as
placas. Oficinas, estudos de formação sobre o meio ambiente, desmatamento, queimadas, poluição, uso desordenado de agrotóxicos, cuidados com a higiene e saúde. Reflorestamento, distribuição de sementes de Nim, moringa, e outras como também distribuição de mudas de, tansagem, verduras como: couve pimentão e tomate, Tudo isto com ás famílias beneficiadas e outras. Critérios usados para as famílias beneficiadas, interesse, gosto, perseverança, comunicação e participação na realização do trabalho. Cadastro das famílias, compras de materiais Reuniões para esclarecimento sobre a importância do trabalho participativo, coletivo, planejamento, organização do grupo, escolha do local para o cultivo de hortaliças tendo em vista, terra boa para cultivo das mesmas. Escolha das sementes de hortaliças mais adptadas na região. Trabalho nas hortas em equipes construindo os canteiros, providenciando o adubo orgânico e outras atividades conforme as necessidades e exigências do cultivo das hortaliça ajuda a pessoas carentes durante as construções com sexta básica.
Número de pessoas atendidas: diretamente 40 e indiretamente 05 Sendo: Crianças, Adolescentes, Jovens, Adultos e Idosos na zona rural no Semi-Árido, na tentativa que os mesmos permaneçam mantendo os laços familiares, suas próprias origens, tradições, costumes, culturas.
Acompanhamento e construção de cisternas de placa.
Duas cisternas com capacidade de armazenar 16 mil litros de água captada da chuva para beber.
Durante a implementação do projeto foi ralizado um processo de formação e Capacitação de agricultores (as).
Comunidades atingidas com as ações estão situada na Região Centro Sul no Estado do Ceará no Município de Quixelô que compreende 83 comunidades sendo 23 no Município de Acopiara - CE. na sua maioria na zona rural. O Município de Quixelô tem aproximadamente ha 15.600 habitantes.. Nesta área como as demais, são privados de água de qualidade para beber. Nesta época de estiagem muitos partem para São Paulo em busca de trabalho porque a agricultura é só para quando chove, que o tempo de duração é de mais ou menos 5 (cinco) meses por ano. Mesmo em meio as dificuldades, existem sinais de vida Comunidades que conseguem trabalharem mutirões,Ex: construções de casas, colheita dos produtos, são sinais animadores e louváveis que ainda temos gestos de solidariedade, partilha e outros..
Área de atuação: Comunidade de: Várzea do Boi, Município de Acopiara-CE, Riacho do Meio, Gaspar e Santa Maria. Ambas no Município de Quixelô, Ce. Todas na zona rural no Semi-Árido com muita dificuldade de abastecimento de água. De julho à janeiro a vegetação parece estar sem vida, mas logo com a primeiras chuvas se revestem de suas roupagens verdes renovando assim, a esperança do povo. Água é Vida!
Público beneficiado: Crianças, Adolescentes, jovens, adultos e idosos, agricultores(as) no Semi
Árido.
Atividades e ações realizadas:
Visitas ao Município de Quixeramubim para obter informações sobre a quantidade e qualidade do material usado como também as medidas e confecções das grades para fazer as
placas. Oficinas, estudos de formação sobre o meio ambiente, desmatamento, queimadas, poluição, uso desordenado de agrotóxicos, cuidados com a higiene e saúde. Reflorestamento, distribuição de sementes de Nim, moringa, e outras como também distribuição de mudas de, tansagem, verduras como: couve pimentão e tomate, Tudo isto com ás famílias beneficiadas e outras. Critérios usados para as famílias beneficiadas, interesse, gosto, perseverança, comunicação e participação na realização do trabalho. Cadastro das famílias, compras de materiais Reuniões para esclarecimento sobre a importância do trabalho participativo, coletivo, planejamento, organização do grupo, escolha do local para o cultivo de hortaliças tendo em vista, terra boa para cultivo das mesmas. Escolha das sementes de hortaliças mais adptadas na região. Trabalho nas hortas em equipes construindo os canteiros, providenciando o adubo orgânico e outras atividades conforme as necessidades e exigências do cultivo das hortaliça ajuda a pessoas carentes durante as construções com sexta básica.
Número de pessoas atendidas: diretamente 40 e indiretamente 05 Sendo: Crianças, Adolescentes, Jovens, Adultos e Idosos na zona rural no Semi-Árido, na tentativa que os mesmos permaneçam mantendo os laços familiares, suas próprias origens, tradições, costumes, culturas.
Acompanhamento e construção de cisternas de placa.Comunidade Coração de Maria - Bom Jardim - Fortaleza, CE.
A comunidade está inserida na periferia de Fortaleza, trabalha com crianças adoelscentes, jovens e mulheres com diversos atendimentos, visitas as famílias, encaminhamentos junto aos orgãos públicos, conselho tutelar, hospitais, acompanhamento psicológico... terapia comunitária.
A Ir. Ivonete Félix de Morais trabalhou em programa de redução de danos com crianças e adolescentes de risco, ligado à Prefeitura, não se limitado aos horários oficiais de trabalho. Também prestou serviços à Associação Pequeno Cidadão, nas Goiabeiras como vice-presidente, com reuniões mensais.

A Ir. Ivonete Félix de Morais trabalhou em programa de redução de danos com crianças e adolescentes de risco, ligado à Prefeitura, não se limitado aos horários oficiais de trabalho. Também prestou serviços à Associação Pequeno Cidadão, nas Goiabeiras como vice-presidente, com reuniões mensais.

Um serviço mais pontual foi realizado em favor de pessoas com problemas pessoais, familiares, emocionais ou mentais com a Terapia Comunitária semanal, feita em nossa casa, por falta de outro espaço adequado (e coordenada pela Ir. Elda Secchi). E também atendimentos personalizados. Esse serviço teve assessoria do Movimento de Saúde Mental do Bom Jardim. Em novembro e dezembro, foram realizadas também oficinas semanais de arte-terapia e reciclagem.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Projeto Formação e Missão - Goiabeiras - Fortaleza - CE.
Área de atuação: Jardim Iracema e Goiabeiras - Barra do Ceará - Fortaleza - Ce
Público atendido: Crianças e adolescentes, Mulheres empobrecidas e Lideranças de Comunidades
O projeto Formação e Missão tinha como área de abrangência os programas: Formação de lideranças, programa de proteção a Criança e Adolescentes em risco de exclusão social e promoção social/resgate da cidadania.
Público atendido: Crianças e adolescentes, Mulheres empobrecidas e Lideranças de Comunidades
O projeto Formação e Missão tinha como área de abrangência os programas: Formação de lideranças, programa de proteção a Criança e Adolescentes em risco de exclusão social e promoção social/resgate da cidadania.
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Profissão Religiosa das Irmãs Maria Iracema Rodrigues e Tatiana Soares de Oliveira
Javé chamou-me para a Justiça, tomou-me pela mão, deu-me forma, colocou-me como aliança e luz. Is 42,6
Consagração Religiosa definitiva de Ir. Maria Iracema Rodrigues, dia 16 de dezembro, 2007. Francisco Santos, PI.
Num lindo domingo, sobe as bênçãos de Deus com uma suave chuva, graça para todo povo, que em caravanas chagava até Francisco Santos, PI, para a celebração dos votos perpétuos de Ir. Maria Iracema e a renovação dos votos temporários de Ir. Tatiana Soares de Oliveira.
Francisco Santos, fica situado no sertão seco do Piauí, há 377 km da capital, Teresina, uma cidade muito pequena, mas enorme em acolher as comunidades e irmãs que aos poucos chagavam.
Durante a semana houve um tríduo em preparação à Consagração Religiosa, as irmãs, leigas, leigos visitaram 7 comunidades no interior, foi um momento forte de animação missionária e vocacional.
Todo dia 16 de dezembro foi celebrativo, pela manhã aconteceu à missa, com a presença de todas as comunidades, amigas, amigos, familiares das irmãs, uma caravana vinda de Fortaleza, CE, com lideranças amigas e companheiras de caminhada, éramos um grupo de 19 irmãs da Congregação, três postulantes e uma aspirante, e outras congregações religiosas da região, seminaristas e padre.
Após a celebração eucarística aconteceu uma confraternização com todas as comunidades do interior e da cidade, tudo partilhado, onde cada família trazia algo para oferecer.
Em caravana as Convidadas e convidados seguiram para comunidade Diogo II, onde moram os familiares de Ir. Maria Iracema, 17 km da cidade, numa serra. Com a chegada das primeiras chuvas tinha um cenário fantástico, em meio as Lages, rochedos, o contraste das tonalidades das folhas verdes nascendo, brotando e o chão sendo coberto pela rasteira vegetação davam um brilho todo especial à festa.
Foi servido um delicioso almoço, feito em mutirão pelas famílias da comunidade e na grande partilha, teve fartura para todos sobrando para as famílias levarem para casa.
Na parte da tarde continuamos a festa, fomos conhecer o lugar, cheio de cactos, rio que na época da seca, fica completamente seco, somente com areia.
Retornamos a comunidade das irmãs em Picos, que acolheram todas as irmãs que por lá passaram, juntamente com as lideranças e outras congregações, agradecemos a cada uma de modo particular, por todo empenho, energia gasta na preparação da grande festa que teve seu inicio no começo do ano, desde a articulação com, as equipes e lideranças das comunidades.
A querida Ir. Nilsa Hartamann, que subiu e desceu serra, acolhendo as novidades e o povo do sertão, não medindo esforços nas aventuras.
A irmã Analice, que abrilhantou a festa, sendo abraçada por todas as famílias que a esperavam com muita alegria, retornando a Francisco Santos depois de dezessete anos, bebês que ela ajudou a nascer, agora mães e pais de famílias.
A cada irmãs, jovem, lideranças que esteve presente, nossa gratidão, todo povo de Deus que com tanta dedicação contribuíram para a grande festa.
A toda congregação, Província Cristo Libertador, gratidão.
Roselei Bertoldo Ir.
Consagração Religiosa definitiva de Ir. Maria Iracema Rodrigues, dia 16 de dezembro, 2007. Francisco Santos, PI.
Num lindo domingo, sobe as bênçãos de Deus com uma suave chuva, graça para todo povo, que em caravanas chagava até Francisco Santos, PI, para a celebração dos votos perpétuos de Ir. Maria Iracema e a renovação dos votos temporários de Ir. Tatiana Soares de Oliveira.
Francisco Santos, fica situado no sertão seco do Piauí, há 377 km da capital, Teresina, uma cidade muito pequena, mas enorme em acolher as comunidades e irmãs que aos poucos chagavam.
Durante a semana houve um tríduo em preparação à Consagração Religiosa, as irmãs, leigas, leigos visitaram 7 comunidades no interior, foi um momento forte de animação missionária e vocacional.
Todo dia 16 de dezembro foi celebrativo, pela manhã aconteceu à missa, com a presença de todas as comunidades, amigas, amigos, familiares das irmãs, uma caravana vinda de Fortaleza, CE, com lideranças amigas e companheiras de caminhada, éramos um grupo de 19 irmãs da Congregação, três postulantes e uma aspirante, e outras congregações religiosas da região, seminaristas e padre.
Após a celebração eucarística aconteceu uma confraternização com todas as comunidades do interior e da cidade, tudo partilhado, onde cada família trazia algo para oferecer.
Em caravana as Convidadas e convidados seguiram para comunidade Diogo II, onde moram os familiares de Ir. Maria Iracema, 17 km da cidade, numa serra. Com a chegada das primeiras chuvas tinha um cenário fantástico, em meio as Lages, rochedos, o contraste das tonalidades das folhas verdes nascendo, brotando e o chão sendo coberto pela rasteira vegetação davam um brilho todo especial à festa.
Foi servido um delicioso almoço, feito em mutirão pelas famílias da comunidade e na grande partilha, teve fartura para todos sobrando para as famílias levarem para casa.
Na parte da tarde continuamos a festa, fomos conhecer o lugar, cheio de cactos, rio que na época da seca, fica completamente seco, somente com areia.
Retornamos a comunidade das irmãs em Picos, que acolheram todas as irmãs que por lá passaram, juntamente com as lideranças e outras congregações, agradecemos a cada uma de modo particular, por todo empenho, energia gasta na preparação da grande festa que teve seu inicio no começo do ano, desde a articulação com, as equipes e lideranças das comunidades.
A querida Ir. Nilsa Hartamann, que subiu e desceu serra, acolhendo as novidades e o povo do sertão, não medindo esforços nas aventuras.
A irmã Analice, que abrilhantou a festa, sendo abraçada por todas as famílias que a esperavam com muita alegria, retornando a Francisco Santos depois de dezessete anos, bebês que ela ajudou a nascer, agora mães e pais de famílias.
A cada irmãs, jovem, lideranças que esteve presente, nossa gratidão, todo povo de Deus que com tanta dedicação contribuíram para a grande festa.
A toda congregação, Província Cristo Libertador, gratidão.
Roselei Bertoldo Ir.
domingo, 2 de dezembro de 2007
Solidáriedade a D. Cápio e ao povo empobrecido do NE!
Amado irmão D. Cappio!
Queridos irmãos e irmãs Nordestinos e nordestinas, filhos do Rio, Filhos da terra, filhos amados de Deus!
admiravel "velho Chico", querido rio, do qual brota nestes tempos de dominação o sangue da morte provocada pela força bruta do capital!
Como Irmãs dos pobres, comprometidas com VIDA em primeiro lugar, para tudo e todos e em partilcular para aqueles e aquelas a quem Jesus fez sua opção primeira- os empobrecidos e empobrecidas. Expressamos por meio desta nossa solidariedade, oração e disposição de gritar e lutar junto com todas as forças vivas da sociedade pela interrupção do processo de transposição do Rio, pois entendemos que ser este um proje to de morte, portantanto deve ser repudiado!
A D. Cápio nossa oração e comunhão solidária pela coragem prófetica de colocar a vida totalmemente a favor de uma causa, pelo "jejum profético"!
nosso abraço solidário, Irmãs do Imaculado Coração de Maria, Província de Teresina-PI.
Queridos irmãos e irmãs Nordestinos e nordestinas, filhos do Rio, Filhos da terra, filhos amados de Deus!
admiravel "velho Chico", querido rio, do qual brota nestes tempos de dominação o sangue da morte provocada pela força bruta do capital!
Como Irmãs dos pobres, comprometidas com VIDA em primeiro lugar, para tudo e todos e em partilcular para aqueles e aquelas a quem Jesus fez sua opção primeira- os empobrecidos e empobrecidas. Expressamos por meio desta nossa solidariedade, oração e disposição de gritar e lutar junto com todas as forças vivas da sociedade pela interrupção do processo de transposição do Rio, pois entendemos que ser este um proje to de morte, portantanto deve ser repudiado!
A D. Cápio nossa oração e comunhão solidária pela coragem prófetica de colocar a vida totalmemente a favor de uma causa, pelo "jejum profético"!
nosso abraço solidário, Irmãs do Imaculado Coração de Maria, Província de Teresina-PI.
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Assim eu vejo a vida
Assim eu vejo a vida
A vida tem duas faces: Positiva e negativa O passado foi duro mas deixou o seu legado Saber viver é a grande sabedoria Que eu possa dignificar Minha condição de mulher, Aceitar suas limitações E me fazer pedra de segurança dos valores que vão desmoronando. Nasci em tempos rudes Aceitei contradições lutas e pedras como lições de vida e delas me sirvo Aprendi a viver.
Cora Coralina
A vida tem duas faces: Positiva e negativa O passado foi duro mas deixou o seu legado Saber viver é a grande sabedoria Que eu possa dignificar Minha condição de mulher, Aceitar suas limitações E me fazer pedra de segurança dos valores que vão desmoronando. Nasci em tempos rudes Aceitei contradições lutas e pedras como lições de vida e delas me sirvo Aprendi a viver.
Cora Coralina
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Texto de Marcelo Barros
Marcelo Barros *
Adital -
Nesta semana, ao recordar o martírio de Zumbi dos Palmares, que, no dia 20 de novembro de 1697, deu a vida pela liberdade do povo negro e para que nunca mais nenhuma pessoa humana seja escravizada, grupos sociais de todo o Brasil se unem para celebrar a valorização da negritude e a contribuição das culturas afro-descendentes para o nosso país. O Dia da União e Consciência Negra nos remete à riqueza de uma sociedade pluralista, na qual a originalidade de cada cultura seja não só respeitada, mas possa contribuir com o conjunto. Zumbi dos Palmares não é herói apenas dos que se reconhecem negros e sim de todo o povo brasileiro. Ele e todos os que lutaram pela liberdade e igualdade dos seres humanos possibilitaram que o Brasil se reencontre finalmente com sua alma negra e possa assumir o fato de ser, mais do que qualquer país africano, a pátria da maior população negra do mundo.
Infelizmente, mais de 300 anos depois do martírio do Zumbi, as pesquisas oficiais confirmam: o Brasil branco continua sendo 2,5 vezes mais rico que o Brasil negro. Apesar das políticas sociais do governo terem conseguido tirar mais de oito milhões de brasileiros da miséria, as diferenças entre negros e brancos não têm diminuído. Os negros chegam a ser 64% da população brasileira mais pobre. Enquanto esta realidade não for transformada, a lei que proíbe o racismo continuará sendo, na prática, desrespeitada. A sociedade mantém a máscara do respeito à igualdade de todos, mas se organiza de forma que os negros continuem social e economicamente discriminados. Eles vivem esta experiência há mais de cem anos, quando foram "libertados" da escravidão, sem qualquer indenização, nem política social que permitisse o mínimo de integração social aos ex-escravos, jogados à rua, sem casa, sem trabalho e sem nenhum direito social.
Desde a Conferência da ONU contra o racismo em Durban (África do Sul, 1991), cresce no mundo a idéia de exigir "indenização pelos anos de escravidão" e formular "uma política de reparação pelas injustiças sofridas". O mundo pagou indenização aos judeus pelo que sofreram nos anos do holocausto nazista. Governos de países latino-americanos que torturaram pessoas e assassinaram militantes em épocas de ditadura aceitam pagar indenizações às famílias pelo que os seus pais e avós sofreram. Entretanto, até aqui nenhum dos países que se enriqueceram com o seqüestro e a escravidão dos irmãos e irmãs da África aceitam restituir um pouco do que roubaram a estes povos, hoje, empobrecidos e em situações de grande carência. Ao contrário, governos e empresas de países da Europa, como também dos Estados Unidos continuam explorando diamantes e petróleo de vários paises africanos através da mão de obra quase escrava e da conivência de governos corruptos que se enriquecem à custa da miséria de seus cidadãos.
Tudo o que pode favorecer a superação de quaisquer preconceitos e discriminações deve ser apoiado para que consigamos construir relações em que as pessoas se enriqueçam com os diferentes e as diferenças. Neste assunto, ainda temos longo caminho a percorrer. No Brasil, a atual política de cotas nas escolas ou em certos trabalhos públicos tem defeitos e não atinge a raiz dos problemas, mas provisoriamente, pode ajudar a que a população negra e seus descendentes tenham mais condições de acesso à sociedade na qual sempre foram discriminados. O jornal Valor dedicou a capa do seu suplemento semanal de fim de semana ao fato de que a Universidade Zumbi dos Palmares, que tem 87% de seus alunos negros, formou sua primeira turma (ela foi criada em 2003). Conforme o jornal, a maioria destes 126 alunos, formados em Administração de Empresas e Direito, já se submetem a concursos e exames de admissão em empresas nacionais e internacionais. O resultado está sendo um excelente índice de aprovação (Cf. Valor, 09- 11/11/ 2007).
É importante este reconhecimento do talento de tantos jovens que, antes eram praticamente impedidos de aceder à universidade e a certos empregos simplesmente por serem negros e pobres. Entretanto, esta integração só vale a pena se, para ser incluídas na sociedade, as pessoas não precisem renunciar a sua identidade original e quase deixar de ser negras. Ora, um dos grandes valores das culturas afrodescendentes é justamente não se privar de sua liberdade em função das conveniências do mercado. O que toda sociedade brasileira pode aprender de muitas comunidades negras é que o sentido da vida é possibilitar a todos condições de se humanizar na convivência uns com os outros e na valorização dos elementos mais gratuitos da vida, como o lazer, a arte e a busca espiritual.
Sobre isso, as Igrejas cristãs têm uma dívida moral com as culturas e religiões negras. Se no passado, diversas Igrejas condenaram e perseguiram estas formas de fé, atualmente, o Conselho Mundial de Igrejas, que reúne 340 confissões cristãs, afirma que ninguém pode, em nome do Evangelho, negar o direito das comunidades negras ou indígenas de ter suas tradições espirituais próprias e autóctones, como não se pode menosprezar sua forma de crer e cultuar a Deus.
Zumbi não conseguiu o fim da escravidão, menos ainda a superação do racismo. Mas, sua história e seu exemplo nos ajudam a prosseguir o caminho da liberdade e a lutar contra qualquer tipo de discriminação e injustiça. Ainda hoje, milhares de brasileiros/as cantam com convicção: "Ei, ei, Zumbi, Zumbi, ganga meu rei, você não morreu, você está em mim...".
Adital -
Nesta semana, ao recordar o martírio de Zumbi dos Palmares, que, no dia 20 de novembro de 1697, deu a vida pela liberdade do povo negro e para que nunca mais nenhuma pessoa humana seja escravizada, grupos sociais de todo o Brasil se unem para celebrar a valorização da negritude e a contribuição das culturas afro-descendentes para o nosso país. O Dia da União e Consciência Negra nos remete à riqueza de uma sociedade pluralista, na qual a originalidade de cada cultura seja não só respeitada, mas possa contribuir com o conjunto. Zumbi dos Palmares não é herói apenas dos que se reconhecem negros e sim de todo o povo brasileiro. Ele e todos os que lutaram pela liberdade e igualdade dos seres humanos possibilitaram que o Brasil se reencontre finalmente com sua alma negra e possa assumir o fato de ser, mais do que qualquer país africano, a pátria da maior população negra do mundo.
Infelizmente, mais de 300 anos depois do martírio do Zumbi, as pesquisas oficiais confirmam: o Brasil branco continua sendo 2,5 vezes mais rico que o Brasil negro. Apesar das políticas sociais do governo terem conseguido tirar mais de oito milhões de brasileiros da miséria, as diferenças entre negros e brancos não têm diminuído. Os negros chegam a ser 64% da população brasileira mais pobre. Enquanto esta realidade não for transformada, a lei que proíbe o racismo continuará sendo, na prática, desrespeitada. A sociedade mantém a máscara do respeito à igualdade de todos, mas se organiza de forma que os negros continuem social e economicamente discriminados. Eles vivem esta experiência há mais de cem anos, quando foram "libertados" da escravidão, sem qualquer indenização, nem política social que permitisse o mínimo de integração social aos ex-escravos, jogados à rua, sem casa, sem trabalho e sem nenhum direito social.
Desde a Conferência da ONU contra o racismo em Durban (África do Sul, 1991), cresce no mundo a idéia de exigir "indenização pelos anos de escravidão" e formular "uma política de reparação pelas injustiças sofridas". O mundo pagou indenização aos judeus pelo que sofreram nos anos do holocausto nazista. Governos de países latino-americanos que torturaram pessoas e assassinaram militantes em épocas de ditadura aceitam pagar indenizações às famílias pelo que os seus pais e avós sofreram. Entretanto, até aqui nenhum dos países que se enriqueceram com o seqüestro e a escravidão dos irmãos e irmãs da África aceitam restituir um pouco do que roubaram a estes povos, hoje, empobrecidos e em situações de grande carência. Ao contrário, governos e empresas de países da Europa, como também dos Estados Unidos continuam explorando diamantes e petróleo de vários paises africanos através da mão de obra quase escrava e da conivência de governos corruptos que se enriquecem à custa da miséria de seus cidadãos.
Tudo o que pode favorecer a superação de quaisquer preconceitos e discriminações deve ser apoiado para que consigamos construir relações em que as pessoas se enriqueçam com os diferentes e as diferenças. Neste assunto, ainda temos longo caminho a percorrer. No Brasil, a atual política de cotas nas escolas ou em certos trabalhos públicos tem defeitos e não atinge a raiz dos problemas, mas provisoriamente, pode ajudar a que a população negra e seus descendentes tenham mais condições de acesso à sociedade na qual sempre foram discriminados. O jornal Valor dedicou a capa do seu suplemento semanal de fim de semana ao fato de que a Universidade Zumbi dos Palmares, que tem 87% de seus alunos negros, formou sua primeira turma (ela foi criada em 2003). Conforme o jornal, a maioria destes 126 alunos, formados em Administração de Empresas e Direito, já se submetem a concursos e exames de admissão em empresas nacionais e internacionais. O resultado está sendo um excelente índice de aprovação (Cf. Valor, 09- 11/11/ 2007).
É importante este reconhecimento do talento de tantos jovens que, antes eram praticamente impedidos de aceder à universidade e a certos empregos simplesmente por serem negros e pobres. Entretanto, esta integração só vale a pena se, para ser incluídas na sociedade, as pessoas não precisem renunciar a sua identidade original e quase deixar de ser negras. Ora, um dos grandes valores das culturas afrodescendentes é justamente não se privar de sua liberdade em função das conveniências do mercado. O que toda sociedade brasileira pode aprender de muitas comunidades negras é que o sentido da vida é possibilitar a todos condições de se humanizar na convivência uns com os outros e na valorização dos elementos mais gratuitos da vida, como o lazer, a arte e a busca espiritual.
Sobre isso, as Igrejas cristãs têm uma dívida moral com as culturas e religiões negras. Se no passado, diversas Igrejas condenaram e perseguiram estas formas de fé, atualmente, o Conselho Mundial de Igrejas, que reúne 340 confissões cristãs, afirma que ninguém pode, em nome do Evangelho, negar o direito das comunidades negras ou indígenas de ter suas tradições espirituais próprias e autóctones, como não se pode menosprezar sua forma de crer e cultuar a Deus.
Zumbi não conseguiu o fim da escravidão, menos ainda a superação do racismo. Mas, sua história e seu exemplo nos ajudam a prosseguir o caminho da liberdade e a lutar contra qualquer tipo de discriminação e injustiça. Ainda hoje, milhares de brasileiros/as cantam com convicção: "Ei, ei, Zumbi, Zumbi, ganga meu rei, você não morreu, você está em mim...".
terça-feira, 20 de novembro de 2007
20 de novembro dia da Consciência Negra!
O governo brasileiro está sinalizando que o combate ao racismo não pode ser apenas uma carta de princípios. A elaboração de políticas públicas é fundamental para promover a igualdade entre o branco e o negro. Por isso, um grupo de trabalho tirado da Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, realizada de 30 de junho a 2 de julho, deverá entregar ainda este ano propostas para a formulação do Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial. A ministra Matilde Ribeiro, responsável pela Secretaria Especial de Promoção de Políticas de Igualdade Racial explica que antes das propostas sejam formatadas em um plano, elas serão analisadas por um segundo grupo de trabalho formado por setores de governo para os quais elas serão destinadas. Segundo ela, haverá uma reunião avaliativa do trabalho já realizado na primeira quinzena de agosto.
As estatísticas demonstram que a desigualdade racial está no cerne da exclusão social no Brasil. Segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em 1976 as pessoas negras e de cor parda eram 39,5% da população do País e 57,6% da parcela mais pobre. Em 2001, 25 anos depois, os negros compunham 46,1% da população e 69,6% dos mais pobres.
No Brasil, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do ano 2000, o Rio de Janeiro é o Estado com maior desigualdade de renda entre brancos e negros. A renda per capita média dos brancos era de R$ 557,611 mensais, mais que o dobro (1,35 vez mais) do que o rendimento dos negros (R$ 236,531 por mês). A desigualdade em todo o território brasileiro, porém, supera a de qualquer Unidade da Federação: os brancos ganham, em média, 1,49 vez mais que os negros (R$ 406,535 e R$ 162,749 mensais, respectivamente).
Além da renda, a desigualdade racial tem interferência direta no nível de alfabetização dos negros. De acordo com o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, o percentual de negros analfabetos no País em 2000 era de 18,69% e a de brancos, 8,31%. O Rio Grande do Sul é o Estado com maior diferença na taxa de analfabetismo de brancos e negros. De acordo com o Censo de 2000, no Estado, a porcentagem de negros com mais de 15 anos que não sabem ler nem escrever um bilhete simples é de 12,36%, mais que o dobro (1,3 vez maior) da taxa de analfabetismo entre os brancos (5,37%).
Diante da gravidade don problema no País, a Secretaria Especial de Promoção de Políticas de Igualdade Racial tem defendido que a inserção da luta contra a desigualdade social na lista de Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Fonte: Adital.
Não fique calada, calado, denuncie toda e qualquer forma de racismo.
As estatísticas demonstram que a desigualdade racial está no cerne da exclusão social no Brasil. Segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em 1976 as pessoas negras e de cor parda eram 39,5% da população do País e 57,6% da parcela mais pobre. Em 2001, 25 anos depois, os negros compunham 46,1% da população e 69,6% dos mais pobres.
No Brasil, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do ano 2000, o Rio de Janeiro é o Estado com maior desigualdade de renda entre brancos e negros. A renda per capita média dos brancos era de R$ 557,611 mensais, mais que o dobro (1,35 vez mais) do que o rendimento dos negros (R$ 236,531 por mês). A desigualdade em todo o território brasileiro, porém, supera a de qualquer Unidade da Federação: os brancos ganham, em média, 1,49 vez mais que os negros (R$ 406,535 e R$ 162,749 mensais, respectivamente).
Além da renda, a desigualdade racial tem interferência direta no nível de alfabetização dos negros. De acordo com o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, o percentual de negros analfabetos no País em 2000 era de 18,69% e a de brancos, 8,31%. O Rio Grande do Sul é o Estado com maior diferença na taxa de analfabetismo de brancos e negros. De acordo com o Censo de 2000, no Estado, a porcentagem de negros com mais de 15 anos que não sabem ler nem escrever um bilhete simples é de 12,36%, mais que o dobro (1,3 vez maior) da taxa de analfabetismo entre os brancos (5,37%).
Diante da gravidade don problema no País, a Secretaria Especial de Promoção de Políticas de Igualdade Racial tem defendido que a inserção da luta contra a desigualdade social na lista de Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Fonte: Adital.
Não fique calada, calado, denuncie toda e qualquer forma de racismo.
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Mulheres pedreiras
Gerli de Santana e Maristela dos Santos Castro, fizeram a capacitação e hoje são pedreiras, construiram as 16 cisternas juntamente com um pedreiro, assim elas dizem: ' saíamos de casa as seis horas da manhã e retornávamos as sete horas da noite, quando chegavamos em uma casa começávamos a trabalhar direto, com a ajuda da mulher da casa, fazíamos a massa, levantavamos as paredes, rebocava, as pessoas da família e as mulheres, carregavam a água... Levamos um mês e 6 dias para construir todas as cisternas'. assim Maristela diz: com a cisterna posso afirmar que acabou a seca, vamos ter água digna para beber. Eu fiz o curso, aprendi a trabalhar para poder fazer a minha cisterna e a das minhas companheiras.'
Famílias benefíciadas
Preparação para a celebração
Agua fonte de vida...
Os potes cheios, as cuias que distribuem, partilham a água, certeza de benção e vida para todas, todos.
A comunidade toda abençõa e agradeçe a Deus numa prece de louvor
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
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